As "Bolhas"
A teoria das bolhas é interessante. Acredito que o Mundo está vivendo esta tendência, que aumentará com o passar do tempo. As bolhas. Isoladas uma das outras, as bolhas representam os dois lados distintos da condição moderna: o da concentração de riqueza e o da concentração de pobreza. Cada bolha tende a separar-se uma da outra, e sendo antagonicamente opostas, cada bolha por sua vez possui características muito distintas. A bolha da riqueza tende a ser excludente e concentradora. A da pobreza por sua vez, tende a aumentar mais rapidamente, a atrair, e dentro de sua condição, gera escassez financeira. E qual é o papel de cada bolha dentro do contexto mundial atual? Em um mundo onde a globalização caminha a passos largos e aonde a sua transformação é inevitável, as bolhas representam de que lado você está, ou estará seja agora ou num futuro próximo. A tendência mais forte, que por sua vez não representa necessariamente um dogma estamentado, é a de que a bolha da exclusão exercerá todo o seu poder para atrair sejam indivíduos, famílias, estados ou nações. Ela representa todo o descontrole na interação entre economia e relações produtivas, moral e planejamento nacional, pobreza e indiferença, assim como toda a irregularidade banalizada e sistematizada indiretamente afeta de maneira negativa a geração de riquezas, forçando os elementos vitimas a um estado desfavorável no contexto socioeconômico em que vive. Já a bolha da riqueza, por sua vez, seleciona, filtra e concentra. Para situar-se nesta, fatores como cultura, riqueza e condição social podem contribuir e a tendência a meu ver para o futuro, que já dá sinais hoje, é a existência de dois mundos bastante distintos: O mundo que se encontra dentro a bolha de prosperidade e o mundo que se encontra na bolha de pobreza, ou fora da bolha de prosperidade. Não que essa tendência seja irreversível, mas a atual forma de estruturação do capitalismo aponta para esta. O capitalismo atual baseia-se na incessável busca por poder de alcance de empresas e grupos econômicos objetivando a produtividade e por consequencia o lucro capitalista como fator principal de sua existência. Com isso a concentração de riqueza, fator preponderante para situar-se dentro da bolha de riqueza provem, em sua grande maioria, da capacidade do indivíduo de fazer parte de tal processo produtivo e gerador de riqueza. Incluem-se aí, obviamente não só grandes empresas, mas negócios bem sucedidos, que de alguma forma obtém a estabilidade econômica necessária para se encontrar dentro da bolha. Desta lógica, tiramos a conclusão de que estar desalinhado aos principios da bolha de riqueza automaticamente força o individuo ou sociedade para a bolha da pobreza. O problema atual reside no fato de que o capitalismo não aprendeu a compartilhar sócio-culturalmente suas riquezas como forma básica de geração de um circulo virtuoso onde riqueza pode gerar mais riqueza, ao invés de pobreza. Em outras palavras, e basicamente, o capitalismo ainda não aprendeu (ou ainda está aprendendo) que pobreza não é interessante para a dinâmica e a saúde do próprio capitalismo.

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