25 maio 2006

As "Bolhas"

A teoria das bolhas é interessante. Acredito que o Mundo está vivendo esta tendência, que aumentará com o passar do tempo. As bolhas. Isoladas uma das outras, as bolhas representam os dois lados distintos da condição moderna: o da concentração de riqueza e o da concentração de pobreza. Cada bolha tende a separar-se uma da outra, e sendo antagonicamente opostas, cada bolha por sua vez possui características muito distintas. A bolha da riqueza tende a ser excludente e concentradora. A da pobreza por sua vez, tende a aumentar mais rapidamente, a atrair, e dentro de sua condição, gera escassez financeira. E qual é o papel de cada bolha dentro do contexto mundial atual? Em um mundo onde a globalização caminha a passos largos e aonde a sua transformação é inevitável, as bolhas representam de que lado você está, ou estará seja agora ou num futuro próximo. A tendência mais forte, que por sua vez não representa necessariamente um dogma estamentado, é a de que a bolha da exclusão exercerá todo o seu poder para atrair sejam indivíduos, famílias, estados ou nações. Ela representa todo o descontrole na interação entre economia e relações produtivas, moral e planejamento nacional, pobreza e indiferença, assim como toda a irregularidade banalizada e sistematizada indiretamente afeta de maneira negativa a geração de riquezas, forçando os elementos vitimas a um estado desfavorável no contexto socioeconômico em que vive. Já a bolha da riqueza, por sua vez, seleciona, filtra e concentra. Para situar-se nesta, fatores como cultura, riqueza e condição social podem contribuir e a tendência a meu ver para o futuro, que já dá sinais hoje, é a existência de dois mundos bastante distintos: O mundo que se encontra dentro a bolha de prosperidade e o mundo que se encontra na bolha de pobreza, ou fora da bolha de prosperidade. Não que essa tendência seja irreversível, mas a atual forma de estruturação do capitalismo aponta para esta. O capitalismo atual baseia-se na incessável busca por poder de alcance de empresas e grupos econômicos objetivando a produtividade e por consequencia o lucro capitalista como fator principal de sua existência. Com isso a concentração de riqueza, fator preponderante para situar-se dentro da bolha de riqueza provem, em sua grande maioria, da capacidade do indivíduo de fazer parte de tal processo produtivo e gerador de riqueza. Incluem-se aí, obviamente não só grandes empresas, mas negócios bem sucedidos, que de alguma forma obtém a estabilidade econômica necessária para se encontrar dentro da bolha. Desta lógica, tiramos a conclusão de que estar desalinhado aos principios da bolha de riqueza automaticamente força o individuo ou sociedade para a bolha da pobreza. O problema atual reside no fato de que o capitalismo não aprendeu a compartilhar sócio-culturalmente suas riquezas como forma básica de geração de um circulo virtuoso onde riqueza pode gerar mais riqueza, ao invés de pobreza. Em outras palavras, e basicamente, o capitalismo ainda não aprendeu (ou ainda está aprendendo) que pobreza não é interessante para a dinâmica e a saúde do próprio capitalismo.

Sim, estamos melhorando

Há alguns dias atrás me questionei a respeito da atual situação política brasileira, e dos diversos “draw-backs” que sofremos, quando políticos corruptos protegidos dentro um sistema considerado "para todos", enfrentam sem medos a moral democrática. Considerei que, apesar de termos políticos que acreditam poder esfregar seus atos na cara dos cidadãos mais conscientes e informados, preocupados somente com o voto dos cidadãos ditos desinformados e vítimas de um sistema que se alimenta da ignorância, gerando um círculo vicioso que beneficia apenas alguns poucos em detrimento de muitos, posso dizer que acho, em uma visão macro, talvez um pouco otimista, que a situação está melhorando. A resposta dada por um conhecido em retorno a minha afirmação foi de espanto: fui aconselhado a ter fé e acreditar em Deus e no Senhor Jesus Cristo, pois neste mundo viemos para sofrer. Não existe salvação! Nada contra. Considero-me uma pessoa de fé, e apesar de não praticantá-la, tampouco fanatizá-la, respeito todas as religiões que pregam os preceitos básicos de tolerância e amor. Mas fiquei chocado ao ouvir que não melhoramos (Brasil) desde então como democracia e sociedade, e que seria ilusão acreditar que podemos melhorar alguma coisa. Digo que podemos, devemos e estamos sim, melhorando. Basta olhar ao nosso redor: coisas que antes seriam consideradas inacessíveis começam a se tornar tão triviais como uma escova de dentes. Ao discutir a respeito deste assunto no almoço, a minha irmã mais nova questionou tal minha afirmação ao dizer que outras coisas que eram inacessíveis também se tornaram triviais no passado, e não contribuíram em nada para a melhoria da qualidade de vida no passado. Brilhante. Mas ainda assim, afirmo que sim, a situação está melhorando. Observemos o aspecto macro da situação atual: Coisas básicas acomo a educação e a própria cesta básica, têm se tornado cada vez mais acessíveis. A informação em si, essencial para a vinculação das pessoas no contexto produtivo, seja nacional ou global, têm sido cada vez mais difundida, apesar de muitos questionarem a inclusão das grandes massas. O importante é destacar que a melhoria faz parte do processo inato do ser humano com acesso à informação. E o processo global está se intensificando. Sua força é incólume e sua velocidade lenta. Mas sua força é constante e incessante. Recentemente, em um ônibus vi uma menina, claramente de origem humilde, de aproximadamente 11 ou 12 anos, lendo uma revista para a sua irmã mais nova. Quase chorei. Vi ali um claro exemplo de que estamos melhorando como nação. Estamos dando oportunidades que, apesar de parecerem tão básicas para a maioria das pessoas de classe media, era, até pouco tempo atrás, exclusivo da elite: o direito da alfabetização e consequentemente o direito ao conhecimento! O que nossa sociedade precisa entender, tirando os desvios que devem ser banidos o mais rapidamente possível, é que a mudança - salvo em situações extremas como no caso de guerras e revoluções, que sempre vem para piorar o que já existia - leva tempo para acontecer, pois ao contrário do que se pensa, a mudança precisa sim acontecer dentro de cada um de nós. Somos responsáveis pelos políticos corruptos. Somos responsáveis pela sujeira nas ruas, somos responsáveis pela nossa boca suja, somos responsáveis pela falta de solidariedade com os mais vulneráveis à má administração pública. Ou seja, somos responsáveis pela mudança na nossa forma de entendimento da palavra comunidade.

24 maio 2006

The natural convergence

The natural tendency is universal: it does not depend on race, creed or religion. It impose its own rules in a silent manner. As a water drop forms the vastness of the ocean, the trend is universal at the moment we are joined to a single "uno", where we basically search to satisfy the same needs. The collective human thought, when tied to such needs, is one only. Our differences, so visible between people, cultures and societies, are a mere layer that, when withdrawned, makes each one of us much more similar to the others than we may think.

Preface

John Stuart Mill (1806-1873), the great english thinker, defined a cristal clear difference between opinion and action:

“The first must be tolerated, as more agressive as it may be, and should only be restrained when becoming a direct and circunstancial stimulus to violent action."